segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dia do Plantio - UMEI Luiz Eduardo Travassos

                                           
Nunca é cedo para aprender a importância da preservação ambiental. No dia 22 de maio de 2012 a UMEI Vice-Prefeito Luiz Eduardo Travassos do Carmo realizou com os alunos atividades em comemoração ao Dia Mundial de Plantar Árvores. O ato simbólico aconteceu no pátio da escola com contação de história e o plantio de girassol. (Karen, pedagoga da unidade)



Oração da Árvore
Tu que passa e levantas contra mim teu braço,
antes de fazer-me mal,
olha-me bem.
Eu sou o calor de teu lar nas noites frias de inverno.
Eu sou a sombra amiga que te protege contra o sol.
Meus frutos saciam tua fome e acalmam tua sede.
Eu sou a viga que suporta o teto de tua casa,
a tábua de tua mesa,
a cama em que descansas,
sou cabo de tuas ferramentas,
a porta de tua casa.
Quando nasces tenho madeira para o teu berço,
quando morres,
em forma de ataúde,
ainda te acompanho ao seio da terra.
Sou pão de bondade e flor de beleza.
Se me amas como mereço,
defende-me contra os insensatos

terça-feira, 5 de junho de 2012

Próximo encontro "POR DENTRO DO REFERENCIAL" - 11/06



 Convidamos para o encontro “Por dentro do Referencial” que será realizado no dia 11 de junho às13h30min na UNIVERSO/ Bloco A - Auditório / Térreo - Rua Marechal Deodoro -  Centro - Niterói.
Neste encontro, daremos continuidade à socialização de fazeres da educação infantil de nossa rede, com a presença  de representantes das escolas, apresentando os seguintes trabalhos:

UMEI Elenir Meirelles - "Flores e Artes"  e "Nossa amizade - um conto de fadas".

UMEI Denise Cardia - "Pensando o meu lugar, refletindo o mundo inteiro: um projeto de cartografia com crianças pequenas."

Contamos com a presença de todos!

32º Encontro de Contação de Histórias - Sábado 9 de Junho de 2012



apresenta :
C E N T R O C U L T U R A L I N D I G E NA - RJ
32º Encontro de Contação de Histórias - Sábado 9 de Junho de 2012
Encontro dos Povos Indigenas
Reunindo todos pelo bem estar comum

11 h– Culinária Indigena, Grafismos, Artesanatos, Sabonetes de Niara do Sol;
13 h - Curso de Tupi-Guarani: Urutau Guajajara
15 h - Contação de histórias com: Doethyró Tukano,Dauá Puri, Carol Potiguara, Vangri Kaingang, Afonso Apurinã e o teatro de bonecos das amigas
Carmel Puri e Melissa Coelho
16 h- dança do A'uwe com as etnias Pataxó, Puri, Apurinã, Potiguara, e Krikati e Guajajara com iwira’o haw .
18 h- Exibição de filmes indigenas
APOIO: ISERJ, C E S A C , TURMA CIDADÃ- CEFET, INDIOS EM MOVIMENTO, CAEMA, SEC. DIREITOS HUMANOS, OAB, DEFENSORIA PUBLICA, GRUMIM, CEPPIR, Projeto REDES, Projeto CANOA DO TEMPO, APOINDIPLATER,UBUNTU
Aldeia Maracanã - Rua Mata Machado, 126 - Entrada pela Radial Oeste – RJ

terça-feira, 22 de maio de 2012

Formatura na Educação Infantil


Formando para o espetáculo 

texto de ROSELY SAYÃO
Folha de S.Paulo  -  25/10/2011
Muitos alunos e seus familiares estão, nesta época, ansiosos para que uma data considerada importante para eles chegue logo: a formatura.

Quem teve a oportunidade de participar de uma deve lembrar-se de como ela acontecia. Em geral, o processo todo dividia-se em duas partes: a acadêmica e a festiva.

Na parte acadêmica, o ritual comunicava à sociedade que os formandos tinham vencido mais uma etapa da vida escolar e, portanto, da sua relação com o conhecimento sistematizado. O ritual era bem curioso: alunos vestiam uniforme ou beca e, um a um, recebiam o diploma e os aplausos de professores, familiares e amigos.

Na parte festiva, o que acontecia era uma celebração social dessa conquista dos estudantes. As estratégias para isso acontecer eram várias: baile de gala, coquetel, jantar etc. ou uma combinação dessas formas. O objetivo, entretanto, era sempre o mesmo: comemorar a conclusão de uma jornada escolar.

Pois bem, caro leitor, agora imagine tal cena hoje: uma escola, seus estudantes sentados enfileirados de frente para uma plateia de convidados agitados, professores e diretores compondo uma mesa, discurso do orador etc. Mais tarde, uma festa - quem sabe um baile a rigor? - com direito a vestidos longos, terno e gravata etc. Será que há chance ainda de tudo isso acontecer?

Acontece. Mas com quais alunos? Com os que terminam sua graduação, por exemplo? É, porque os que terminam o ensino médio querem mais é viajar ou então estão ocupados demais com o exame vestibular, não é verdade? Algumas turmas universitárias comemoram, sim, a conclusão do curso que fizeram com o maior esforço. Mas os alunos a quem eu me referia são outros.

São crianças com cinco, seis anos que terminam a fase da educação infantil e vão iniciar no próximo ano o ensino fundamental. Sim, é isso mesmo.


Mas, o que é formatura mesmo? Vamos relembrar.
 Apesar das mudanças já ocorridas do ensino básico ao universitário, a escola sempre foi organizada em etapas seriadas, em uma escada: para alcançar o degrau seguinte, o aluno precisa antes quitar plenamente suas obrigações com o grau em curso. 

Formar-se significava, portanto, mudar de patamar. Uma conquista! Em uma sociedade que não valoriza tanto os rituais, principalmente os de passagem, as formaturas foram se transformando, da mesma maneira que outros rituais não acadêmicos. 

As formaturas, tanto quanto os casamentos, os aniversários etc. mais se parecem hoje com espetáculos do que com celebração. Pois é exatamente isso que tem acontecido na maioria das escolas de educação infantil: seduzidas pelo espetáculo, pressionadas pelas famílias e sem se importar muito com o sentido da palavra formatura ou com as crianças, armam um circo e promovem a chamada "formatura da educação infantil".

Pais, de lá para cá, com todo tipo de câmera, fotógrafos contratados, lenço por causa das muitas lágrimas, coisa e tal. Crianças excitadas e agitadas, vestidas como adultos e preocupadas com o cabelo, choro dos mais tímidos, um auê. Mas quem liga para elas ou para o sentido de uma
 formatura se, ao final de tudo, haverá fotos, vídeos, lembranças para serem guardadas?

Você duvida de que isso aconteça dessa maneira, leitor? Dê uma busca na internet. Você vai encontrar de tudo. Por sorte, muitas escolas já saíram ou estão na porta de saída dessa confusão. São as que têm bom-senso, respeitam a infância e o sentido da vida escolar em cada uma de suas etapas. Que bom para as crianças que frequentam essas escolas!



texto extraído do blog - Cadernos de Infância